quem/who

“Crio os textos MixLit com a intenção de fazer um jogo com a literatura. Esse jogo se constitui em usar a sua base, ou seja, o texto propriamente dito, para testar a possibilidade de criação sem limites, explorando o leque infinito de interpretações ao deslocar e encaixar trechos de uma forma que os mesmos, em conjunto, multipliquem seus sentidos originais ao habitar outros espaços. Com essas ligações, pretendo proporcionar algo como uma vida bastarda aos trechos utilizados, jogando-os entre irmãos de diferentes pais, e de alguma forma tentando ver nisso a máxima de que a literatura nasce do mundo para o mundo. O projeto serve também como uma pequena homenagem a tantos escritores que admiro, dentre os quais alguns estão aqui, e a tantos outros que ainda estão por conhecer. Todo a atividade tem um caráter  lúdico e de experimentação,  tentando alcançar, na busca de conexões entre os textos, a produção de novos significados. O que, me parece, serve ainda em parte à uma dessacralização da literatura, o que considero fundamental para que se amplie a superfície de contato entre a sociedade em geral e as narrativas literárias.”

Leonardo Villa-Forte tem contos publicados em antologias nacionais e estrangeiras. É tradutor, produtor editorial, revisor e pesquisador. Recebeu Menção Honrosa no Prêmio Off-FLIP 2009 com um de seus contos, “Monólogo a dois”, publicado na coletânea do prêmio em 2010, e traduzido para o inglês na revista Litro, distribuída no Reino Unido, em 2012.  Ministra Oficinas de Remix Literário, que envolvem escrita recriativa (ou Uncreative Writing). Foi produtor editorial da Seleções da Reader’s Digest, colabora com a Revista Pessoa e com a produtora cultural Plumagenz. Formado em Psicologia pela UFRJ com intercâmbio em Letras na Universidad de Salamanca, Espanha, atualmente faz mestrado em Literatura, Cultura e Contemporaneidade na PUC-RJ, com projeto sobre o remix e práticas de intervenção na literatura.

CONTATO: e-mail: mixlit@ymail.com / twitter: @leovillaforte

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Para baixar/acessar:

Apostila Oficina de Escrita (Re)criativa – Leonardo Villa-Forte

Monólogo a dois – conto – Leonardo Villa-Forte, conto premiado no Prêmio Off-FLIP de Literatura 2009 e publicado na coletânea de 2010, em sua versão traduzida para o inglês, “A two person monologue“, publicada em abril de 2012, na revista Litro #114, de Londres, com distribuição de 100 mil exemplares.

A man of certain age in a student bar“, MixLit em inglês com arte visual feito especialmente a pedido da And Other Stories, para a ocasião da inauguração do blog desta editora de Londres

Tempos de guerra – conto publicado na antologia “Veredas – caminhos do conto brasileiro contemporâneo”, organização de Mariel Reis e Anderson Fonseca, editora Oito e Meio.

Notícias de antes do fim – conto publicado na antologia “É assim que o mundo acaba”,  organização de Flávia Iriarte e Daniel Ribas, editora Oito e Meio.

A partida  – conto publicado na antologia “Encontros na estação”, organização de José Castello, editora Oito e Meio.

Linha reta/Straight line (poema em vídeo)

Não se ouve só com o ouvido (poema em vídeo)

Nada é só uma palavra (poema visual em caderno)

Contemporaneidades/2007 (poema visual em caderno)

MixLits na Revista Pessoa

Um estudo sobre a concepção do poder em Foucault: a questão do controle nas novas tecnologias de informação e de comunicação (Jornada de Iniciação Científica 2007)

Cabelo doido (tradução e adaptação de livro-poema do Neil Gaiman)

O alfabeto perigoso (tradução e adaptação de livro-poema do Neil Gaiman, eleito pela Revista Crescer, da Editora Globo, como um dos melhores infantojuvenis de 2011)

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“A leitura é sempre apropriação, invenção, produção de significados. Segundo a bela imagem de Michel de Certeau, o leitor é um caçador que percorre terras alheias. Apreendido pela leitura, o texto não tem de modo algum – ou ao menos totalmente – o sentido que lhe atribui seu autor, seu editor ou seus comentadores. Toda história da leitura supõe, em seu princípio, esta liberdade do leitor que desloca e subverte aquilo que o livro pretende lhe impor.”

Roger Chartier, no seu A aventura do livro: do leitor ao navegador; trecho lido no livro de Flávio Carneiro, O leitor fingido, em passagem na qual este comenta o pensamento de Roger Chartier.

“…as boas maneiras de ler hoje, é chegar a tratar um livro como se escuta um disco, como se olha um filme ou um programa de televisão, como se é tocado por uma canção: todo tratamento do livro que exigisse um respeito especial, uma atenção de outra espécie, vem de uma outra era e condena definitivamente o livro.”

Gilles Deleuze, em Diálogos, com Claire Parnet.

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