quem faz

“Crio os textos MixLit com a intenção de fazer um jogo com a literatura. Esse jogo se constitui em usar a sua base, ou seja, o texto propriamente dito, para testar a possibilidade de criação sem limites, explorando o leque infinito de interpretações ao deslocar e encaixar trechos de uma forma que os mesmos, em conjunto, multipliquem seus sentidos originais ao habitar outros espaços. Com essas ligações, pretendo proporcionar algo como uma vida bastarda aos trechos utilizados, jogando-os entre irmãos de diferentes pais, e de alguma forma tentando ver nisso a máxima de que a literatura nasce do mundo para o mundo. O projeto serve também como uma pequena homenagem a tantos escritores que admiro, dentre os quais alguns estão aqui, e a tantos outros que ainda estão por conhecer. Todo a atividade tem um caráter  lúdico e de experimentação,  tentando alcançar, na busca de conexões entre os textos, a produção de novos significados. O que, me parece, serve ainda em parte à uma dessacralização da literatura, o que considero fundamental para que se amplie a superfície de contato entre a sociedade em geral e as narrativas literárias.”

Leonardo Villa-Forte é carioca nascido em 1985. É tradutor, produtor editorial e pesquisador. Formado em Psicologia, estuda literatura, roteiro e dramaturgia. Recebeu Menção Honrosa no Prêmio Off-FLIP 2009 com um de seus contos, “Monólogo a dois”, publicado na coletânea do prêmio em agosto de 2010. Tem contos publicados em antologias nacionais e estrangeiras. Mantém (muito desordenadamente) o blog pessoal www.catarsecontrolada.blogspot.com/, e colabora com a Revista Pessoa, e com a produtora cultural Plumagenz.

Trabalhos próprios disponíveis na internet (clicar no nome):

“Monólogo a dois”, conto premiado no Prêmio Off-FLIP de Literatura 2009 e publicado na coletânea de 2010, em sua versão traduzida para o inglês, “Two person monologue”, publicada na revista Litro, de Londres, com distribuição de 100 mil exemplares.

“De quando vivemos em guerra” (conto)

“Não se ouve só com o ouvido” (poema/videopoema)

“Nada é só uma palavra” (poema visual em caderno)

Contemporaneidades/2007” (poema visual em caderno)

“Cabelo doido” (tradução de livro-poema do Neil Gaiman)

“O alfabeto perigoso” (tradução de livro-poema do Neil Gaiman)

Catarse controlada – Blog pouco atualizado com textos próprios

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“A leitura é sempre apropriação, invenção, produção de significados. Segundo a bela imagem de Michel de Certeau, o leitor é um caçador que percorre terras alheias. Apreendido pela leitura, o texto não tem de modo algum – ou ao menos totalmente – o sentido que lhe atribui seu autor, seu editor ou seus comentadores. Toda história da leitura supõe, em seu princípio, esta liberdade do leitor que desloca e subverte aquilo que o livro pretende lhe impor.”

Roger Chartier, no seu A aventura do livro: do leitor ao navegador; trecho lido no livro de Flávio Carneiro, O leitor fingido, em passagem na qual este comenta o pensamento de Roger Chartier.

“…as boas maneiras de ler hoje, é chegar a tratar um livro como se escuta um disco, como se olha um filme ou um programa de televisão, como se é tocado por uma canção: todo tratamento do livro que exigisse um respeito especial, uma atenção de outra espécie, vem de uma outra era e condena definitivamente o livro.”

Gilles Deleuze, em Diálogos, com Claire Parnet.

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