Uma ou duas vezes por mês, em Paris, mandavam-me fazer-lhe uma visita, à hora em que ele acabava de almoçar, envergando o dólmã, e servido por um criado de jaqueta com listras roxas e brancas. Queixava-se, resmungando, de que eu não aparecia há muito, que o abandonavam, oferecia-me um maçapão ou uma tangerina; atravessávamos uma [...]
Posts de março \28\UTC 2010
23 mar
Mixlit 4: Os deslizes
Após a discussão de toda noite, ele demora-se no banheiro. Ali no espelho xinga-se de rato piolhento, mergulha o rosto na água fria. Mais calmo, volta para o quarto: sua alma coágulo de sangue negro. De nada serviu a espera.(1) _ _ _ _ Ao levantar da cama, a primeira ideia que me acudiu foi [...]
19 mar
Mixlit 3: Carta a uma amiga
Querida dona Leonor: Espero que estas linhas a encontrem bem de saúde na companhia dos seus. Depois de muito titubear, volto a escrever-lhe, mas antes de mais nada devo lhe fazer um esclarecimento: tenho, graças a Deus, uma família que muitos gostariam de ter, meu marido é uma pessoa irrepreensível, muito considerado em seu ramo [...]
17 mar
Mixlit 2: Uma noite
Em pânico, procurou pôr fim àquele momento feliz: assim esperava poder diminuir a infelicidade que estava certo de que iria se abater sobre ele depois. A maneira mais segura de se acalmar, pensou, era simplesmente aceitar o inevitável:(1) Veja os braços, por exemplo. O menino até anda meio recurvado. E as mãos são grosseiras, porém [...]
